Nada contra entregadores de panfletos, mas não acham que muitas vezes isso pode ser considerado assédio? Uma pessoa na rua está lá parada e quando você passa ela enfia o papel na sua cara esperando que você pegue. Além disso, você poderia muito bem se sentir ofendido pela propaganda. Imaginem a cena:
*Homem semi-calvo passando pela rua*
*Distruidor entrega papel pra ele*
*Homem para pra ler*
- Cara, que merda é essa de perucas? Tá de sacanagem comigo, é?
*Homem sai correndo atrás do distribuidor por 3 quadras*
Exagero? Talvez... mas não esqueçam que foi comprovado, queda de cabelo está associada a excesso de testosterona....
Boas festas!
Vulgo MAS! O contrário da contraparte do contrapé. Pegando o contracheque do contrato com o contratante. Não deixando de provar o contrafilé. Ajustando o contraste. Faço o contra-senso, talvez a contragosto, mas nunca contra a vontade. Contraproducente, mais por causa do contramestre. Não contradiga o contraregra, só dê um contragolpe. Nunca se ouve o contrabaixo. Contrapondo o contrapeso.
quinta-feira, 24 de dezembro de 2009
sábado, 19 de dezembro de 2009
A exceção à regra?
Um pensamento engraçado me ocorreu esses dias, e segue em anexo. Dizem que toda regra tem exceção. Assim, para cada regra, existe um caso que não a cumpre. O detalhe é que isso também parece uma regra, e sendo assim, existe também exceção ao caso de ter exceção. Ou seja, existem regras absolutas. Pense nisso.
domingo, 13 de dezembro de 2009
Pecado capital do progresso
Falem o que quiserem, positivistas, mas é claro ao meu ver a maior máquina do progresso, atrás somente da guerra... a preguiça! Claro que ter somente preguiça não leva a lugar nenhum. Mas uma dose de preguiça aliada a uma visão mais adiantada gera resultados interessantes. Quando você faz a mesma coisa várias vezes todo dia e pensa sobre como você vai ter que repetir isso amanhã e todo o resto dos dias, normalmente bate aquela preguiça. A maioria dos preguiçosos se deixa abater, mas julgando isso inevitável engolem em seco e aceitam sua sina. Mas não os preguiçosos de visão! Esses por sua vez tentam almofadar esse trabalho, e assim vemos uma invenção (ou a projeção de algo já existente) voltada para que se que se crie mais tempo livre, do tipo que se passa olhando para o nada - os homens muitas vezes coçando as partes íntimas - estrabicamente. Pensando rápido posso citar controles remotos, carroças, guilhotinas e variados programas de computador atuais. Pensem bem, e verão a verdade! Neguem, e eu continuarei lhes dizendo o contrário. A inércia move o mundo!
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
Utopia do Contrário
Imagino que o atual sistema letivo foi criado através de estudos sobre disposição e características humanas em um ambiente de aprendizado, além de mil outras firulas, mas ele simplesmente não se encaixa comigo. Já pararam pra pensar quantos temas diferentes vocês abordam por dia? Quantas aulas tem, quantas cadeiras de manhã, tarde e noite? Eu na verdade sempre fui ruim em escolher. Me dê 5 escolhas similares de papel de parede e veja o espetáculo de eu demorar 1 semana pra decidir. Já ouvi alguns comentários astrológicos de que isso é inerente ao signo de libra, mas eu nunca acreditei nessas coisas (apesar de acertarem algumas vezes). Sou uma pessoa muito inconstante apesar de metódica, não consigo dividir meu dia em pedaços e usar esses pedaços pra coisas diferentes variando o dia, e não, isso não é desculpa ou falta de organização, é como eu sou.
Enfim, tendo eu 3 cadeiras por dia, não sei qual delas estudar pra hoje, ou se estudo uma das 2 do outro dia, ou se pego a que mais me interessa, mas então eu estaria negligenciando as outras, mas do contrário eu ia estudar de cara amarrada e não ia ser muito produtivo.... enfim, acho que deu pra entender o ciclo. Resultado, não estudo nada ou estudo pouco de uma coisa, desistindo logo depois. Cá pensei eu com meus botões, "como seria bom se desse pra esgotar uma matéria por vez"... fazer as 60h de créditos daquela cadeira, depois passar pra outra, estudando ela todos os dias até acabar e mudar. Sim, devaneios de uma mente eternamente insatisfeita, que quer o que não pode e pode o que não quer.... provavelmente se fosse desse jeito estaria eu aqui dizendo que gostaria do contrário, que estudos comprovam ser melhor e etc. Como disseram alguns desses sábios criadores de livros de auto-ajuda (todos em palavras diferentes, é claro), quem não tem força pra mudar a si mesmo não a tem pra mudar o mundo.... mas se você consegue mudar um, pra que iria querer mudar o outro?
Enfim, tendo eu 3 cadeiras por dia, não sei qual delas estudar pra hoje, ou se estudo uma das 2 do outro dia, ou se pego a que mais me interessa, mas então eu estaria negligenciando as outras, mas do contrário eu ia estudar de cara amarrada e não ia ser muito produtivo.... enfim, acho que deu pra entender o ciclo. Resultado, não estudo nada ou estudo pouco de uma coisa, desistindo logo depois. Cá pensei eu com meus botões, "como seria bom se desse pra esgotar uma matéria por vez"... fazer as 60h de créditos daquela cadeira, depois passar pra outra, estudando ela todos os dias até acabar e mudar. Sim, devaneios de uma mente eternamente insatisfeita, que quer o que não pode e pode o que não quer.... provavelmente se fosse desse jeito estaria eu aqui dizendo que gostaria do contrário, que estudos comprovam ser melhor e etc. Como disseram alguns desses sábios criadores de livros de auto-ajuda (todos em palavras diferentes, é claro), quem não tem força pra mudar a si mesmo não a tem pra mudar o mundo.... mas se você consegue mudar um, pra que iria querer mudar o outro?
quinta-feira, 22 de outubro de 2009
Só pra não passar em branco
Disse o estudante de música para o professor:
- Dá pra apagar o ventilador? Esse si bemol está me atrapalhando...
- Dá pra apagar o ventilador? Esse si bemol está me atrapalhando...
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
Quintessência
Um papo mais cabeça hoje.
O que acham que forma uma pessoa? Do que se faz uma personalidade? Alguém nasce sendo quem é ou é moldado por seu exterior? Há algum tempo venho revendo mentalmente meus conceitos sobre isso, e após ler o post do blog de um amigo, resolvi expor algumas partes.
Antigamente, eu tendia a acreditar que as pessoas eram fruto da criação que tiveram. A maior evidência disso era que pessoas agem diferentemente conforme o lugar onde estão. A mesma pessoa conhecida em casa por ser fechada, ao sair entre amigos fala demais. Quem as levou a ser assim, a não ser seu ambiente? Quem leu a renomada ficção-científica "Admirável Mundo Novo" de Aldous Huxley conhece o preço que se pagou por uma utopia: o condicionamento de pessoas. Se você ensinar desde bebês as pessoas a associar vermelho com dor, garanto que a porta vermelha em um labirinto não seria a primeira escolha delas.
No entanto, ultimamente tenho tido várias lembranças de quando era pequeno, coisa que é extremamente rara pra mim, que de certa forma escolhi manter os detalhes da minha infância mais no coração do que nos neurônios. Isso me fez perceber que certas ações e pensamentos que tenho eram meus desde criança. De onde essas características saíram então, se não foi do meu ambiente? Sem ter qualquer experiência, boa ou ruim, sobre certo assunto, o que te leva a decidir por uma determinada escolha ou padrão de ação?
Em certo aspecto, acho que podemos citar genética. Mas calma, não estou dizendo que sua personalidade é algo pré-definido desde o nascimento, seria equivalente a acreditar em destino, e eu não acredito nele completamente, mas isso fica pra outra hora. Entendam que o cérebro e corpo são máquinas biológicas, e funcionam à base de certas substâncias (como os neurotransmissores). A falta ou excesso de algumas pode te deixar depressivo, irritado, desconfortável ou, por que não, louco. Pois bem, uma coisa que a sua genética define é como funciona a química em seu cérebro e corpo.
Digamos duas crianças, ambas são machucadas por uma terceira. O cérebro de ambas reage, ordenando liberação de adrenalina no sangue, dopamina nas sinapses, e otras cositas más. Uma, com raiva, revida, a outra, porém, se afasta do agressor por medo de ser machucada de novo. E essa é minha resposta. Certos acontecimentos vão te marcar na sua vida não somente porque aconteceram com você, mas porque você reagiu a eles à sua maneira, e isso, mais que tudo, diz quem você é. E como será sua reação, em alguma parte, já está definida desde o seu nascimento.
Mas acredito que esse aspecto da genética no máximo indica uma tendência, uma probabilidade entre você revidar ou fugir, tem tantas chances de afetar sua reação quanto sua mãe ter dito que brigar é feio ou que você vem de uma tribo de guerreiros. Nisso, sempre houve uma pergunta. E se duas pessoas fossem submetidas ao EXATO mesmo ambiente desde que nasceram? Mamassem no mesmo seio direito na mesma hora do dia, dormissem sob um lençol de algodão com cheiro de lavanda, convivessem com as mesmas pessoas... enfim, passassem pelas mesmas experiências, sem tirar nem por, elas necessariamente cresceriam o mesmo tipo de pessoa?
Adiciono então, e se além do ambiente, o próprio DNA dessas pessoas fosse o mesmo?
O que acham que forma uma pessoa? Do que se faz uma personalidade? Alguém nasce sendo quem é ou é moldado por seu exterior? Há algum tempo venho revendo mentalmente meus conceitos sobre isso, e após ler o post do blog de um amigo, resolvi expor algumas partes.
Antigamente, eu tendia a acreditar que as pessoas eram fruto da criação que tiveram. A maior evidência disso era que pessoas agem diferentemente conforme o lugar onde estão. A mesma pessoa conhecida em casa por ser fechada, ao sair entre amigos fala demais. Quem as levou a ser assim, a não ser seu ambiente? Quem leu a renomada ficção-científica "Admirável Mundo Novo" de Aldous Huxley conhece o preço que se pagou por uma utopia: o condicionamento de pessoas. Se você ensinar desde bebês as pessoas a associar vermelho com dor, garanto que a porta vermelha em um labirinto não seria a primeira escolha delas.
No entanto, ultimamente tenho tido várias lembranças de quando era pequeno, coisa que é extremamente rara pra mim, que de certa forma escolhi manter os detalhes da minha infância mais no coração do que nos neurônios. Isso me fez perceber que certas ações e pensamentos que tenho eram meus desde criança. De onde essas características saíram então, se não foi do meu ambiente? Sem ter qualquer experiência, boa ou ruim, sobre certo assunto, o que te leva a decidir por uma determinada escolha ou padrão de ação?
Em certo aspecto, acho que podemos citar genética. Mas calma, não estou dizendo que sua personalidade é algo pré-definido desde o nascimento, seria equivalente a acreditar em destino, e eu não acredito nele completamente, mas isso fica pra outra hora. Entendam que o cérebro e corpo são máquinas biológicas, e funcionam à base de certas substâncias (como os neurotransmissores). A falta ou excesso de algumas pode te deixar depressivo, irritado, desconfortável ou, por que não, louco. Pois bem, uma coisa que a sua genética define é como funciona a química em seu cérebro e corpo.
Digamos duas crianças, ambas são machucadas por uma terceira. O cérebro de ambas reage, ordenando liberação de adrenalina no sangue, dopamina nas sinapses, e otras cositas más. Uma, com raiva, revida, a outra, porém, se afasta do agressor por medo de ser machucada de novo. E essa é minha resposta. Certos acontecimentos vão te marcar na sua vida não somente porque aconteceram com você, mas porque você reagiu a eles à sua maneira, e isso, mais que tudo, diz quem você é. E como será sua reação, em alguma parte, já está definida desde o seu nascimento.
Mas acredito que esse aspecto da genética no máximo indica uma tendência, uma probabilidade entre você revidar ou fugir, tem tantas chances de afetar sua reação quanto sua mãe ter dito que brigar é feio ou que você vem de uma tribo de guerreiros. Nisso, sempre houve uma pergunta. E se duas pessoas fossem submetidas ao EXATO mesmo ambiente desde que nasceram? Mamassem no mesmo seio direito na mesma hora do dia, dormissem sob um lençol de algodão com cheiro de lavanda, convivessem com as mesmas pessoas... enfim, passassem pelas mesmas experiências, sem tirar nem por, elas necessariamente cresceriam o mesmo tipo de pessoa?
Adiciono então, e se além do ambiente, o próprio DNA dessas pessoas fosse o mesmo?
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
Histórias desmorais
Quando pequeno, meu pai disse algumas vezes, quando eu me servia demais e meu apetite acabava antes de terminar toda a comida: "Como é que tu deixa comida no prato? Não sabe que tem muita criança por aí que não tem nada pra comer?". Na hora eu já estava satisfeito, então o máximo que fazia era ficar cabisbaixo como um cão arrependido (com suas orelhas.....). Mas isso de certa forma me marcou, tanto que hoje eu sempre faço uma "forcinha" pra não deixar nada no prato.
Essas histórias, parábolas, fábulas, contos, que nos contavam quando crianças e moldaram algo do nosso caráter, hoje em dia vejo como muitas delas são meio furadas ou permitem outras interpretações mais "livres". Essa mesma das crianças famintas, por exemplo, seria muito fácil de rebater (embora se eu rebatesse naquela época ganharia uns tapas e castigo pela "esperteza"). O fato de eu comer tudo o que tem no prato não tem nada a ver com crianças passando fome. Pois comigo comendo, tem ainda menos comida no mundo e elas vão continuar com fome (virtualmente até aumentaria).
Uma das que eu acho mais cômicas é a de Narciso. Pra quem não se lembra, é aquele cara que, muito bonito, acabou morrendo pela sua vaidade. Ou pelo menos que eu lembre, contavam ela com essa moral. Por ser muito bonito, ele era sempre paparicado pelas pessoas. Um dia, indo beber água do rio, ele vê seu próprio reflexo e se apaixona por ele. Tenta conversar, pegar, acariciar, mas vendo que não havia como, tenta abraçar num ato desesperado, cai no lago e se afoga (dramático, não?). No fim, uma flor nasce onde ele estava, e essa flor ganha o nome de Narciso. Apresentando minha interpretação da moral da história: ser bonito demais é perigoso, especialmente se você for gay. Pode ser mortal.
Lembro vagamente de ler uma lista desses desvios de moral de histórias infantis, mas infelizmente foi há tanto tempo que não faço idéia onde foi, mas gostaria de ler de novo. Se alguém souber onde achar ou quiser dividir uma interpretação sua, comente.
"E quem quiser, que conte outra."
Essas histórias, parábolas, fábulas, contos, que nos contavam quando crianças e moldaram algo do nosso caráter, hoje em dia vejo como muitas delas são meio furadas ou permitem outras interpretações mais "livres". Essa mesma das crianças famintas, por exemplo, seria muito fácil de rebater (embora se eu rebatesse naquela época ganharia uns tapas e castigo pela "esperteza"). O fato de eu comer tudo o que tem no prato não tem nada a ver com crianças passando fome. Pois comigo comendo, tem ainda menos comida no mundo e elas vão continuar com fome (virtualmente até aumentaria).
Uma das que eu acho mais cômicas é a de Narciso. Pra quem não se lembra, é aquele cara que, muito bonito, acabou morrendo pela sua vaidade. Ou pelo menos que eu lembre, contavam ela com essa moral. Por ser muito bonito, ele era sempre paparicado pelas pessoas. Um dia, indo beber água do rio, ele vê seu próprio reflexo e se apaixona por ele. Tenta conversar, pegar, acariciar, mas vendo que não havia como, tenta abraçar num ato desesperado, cai no lago e se afoga (dramático, não?). No fim, uma flor nasce onde ele estava, e essa flor ganha o nome de Narciso. Apresentando minha interpretação da moral da história: ser bonito demais é perigoso, especialmente se você for gay. Pode ser mortal.
Lembro vagamente de ler uma lista desses desvios de moral de histórias infantis, mas infelizmente foi há tanto tempo que não faço idéia onde foi, mas gostaria de ler de novo. Se alguém souber onde achar ou quiser dividir uma interpretação sua, comente.
"E quem quiser, que conte outra."
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