Sabe aquelas histórias em que alguém descobre que vai morrer em pouco tempo e então decide mudar sua vida e fazer tudo o que sempre quis? Pois bem, eu sempre achei essas pessoas um tanto estranhas. Pessoas más acabavam virando boazinhas, seus maus hábitos se ajeitando, decidiam viver aventuras, cumprir promessas, realizar sonhos... Nisso eu pensava, se elas sabem que não estão vivendo a vida como gostariam, por que viviam daquele jeito? Precisavam mesmo de uma sentença de morte pra mudar?
Depois de ver muitas histórias assim, decidi que isso era idiota. Se eu um dia descobrisse que tinha uma doença terminal, ia continuar a viver minha vida exatamente como era. Hoje entendo que realmente não é possível isso, você faz certas coisas que não quer ou que são perda de tempo porque o futuro existe. Não levar isso em consideração seria leviano e irresponsável. Mas bem... o ideal seria sempre ficar o mais próximo possível de uma vida que você não se arrependa de ter vivido. O grande dilema.
Vulgo MAS! O contrário da contraparte do contrapé. Pegando o contracheque do contrato com o contratante. Não deixando de provar o contrafilé. Ajustando o contraste. Faço o contra-senso, talvez a contragosto, mas nunca contra a vontade. Contraproducente, mais por causa do contramestre. Não contradiga o contraregra, só dê um contragolpe. Nunca se ouve o contrabaixo. Contrapondo o contrapeso.
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sexta-feira, 13 de agosto de 2010
terça-feira, 3 de agosto de 2010
Não dá pra entender...
Alguém por favor me explique no que certas pessoas se baseiam pra escolher sabores de pizza como o de milho, tomate seco e rúcula, vegetariana, muzzarela? Simplesmente não faz sentido.
1. Não adianta pedir uma pizza querendo que ela seja diet, saudável ou regule seu trato. Ela vai ser gordurosa e pesada, então peça uma pizza que te dê prazer de comer, independente de fazer bem ou não. Se estiver de dieta ou não puder comer esse tipo de coisa, então engula o choro e NÃO COMA UMA PIZZA!
2. Não adianta dizer que gosta desse tipo de sabor, porque com certeza existem outros (e que vocês mesmo acham) muito mais saborosos. Essas coisas mais sem graça do mundo não chegam nem perto de uma pizza de camarão, frango com bacon, strogonoff, calabresa com molho de pimenta, etc. Se querem comer essas pizzas sem gosto, comprem massa de pizza no mercado e coloquem queijo/milho/legumes por cima. Muito mais econômico.
3. Pense em quem come com você. Se estiver num rodízio e ainda assim quiser ignorar o que eu disse acima, tudo bem, é só a si mesmo que você está enganando. Mas se está pedindo uma pizza com alguém, não estrague um dos outros sabores para seu companheiro, ele com certeza espera ter algum nível de satisfação ao provar dos sabores da pizza.
Espero que este post ajude algumas mentes confusas.
1. Não adianta pedir uma pizza querendo que ela seja diet, saudável ou regule seu trato. Ela vai ser gordurosa e pesada, então peça uma pizza que te dê prazer de comer, independente de fazer bem ou não. Se estiver de dieta ou não puder comer esse tipo de coisa, então engula o choro e NÃO COMA UMA PIZZA!
2. Não adianta dizer que gosta desse tipo de sabor, porque com certeza existem outros (e que vocês mesmo acham) muito mais saborosos. Essas coisas mais sem graça do mundo não chegam nem perto de uma pizza de camarão, frango com bacon, strogonoff, calabresa com molho de pimenta, etc. Se querem comer essas pizzas sem gosto, comprem massa de pizza no mercado e coloquem queijo/milho/legumes por cima. Muito mais econômico.
3. Pense em quem come com você. Se estiver num rodízio e ainda assim quiser ignorar o que eu disse acima, tudo bem, é só a si mesmo que você está enganando. Mas se está pedindo uma pizza com alguém, não estrague um dos outros sabores para seu companheiro, ele com certeza espera ter algum nível de satisfação ao provar dos sabores da pizza.
Espero que este post ajude algumas mentes confusas.
terça-feira, 20 de julho de 2010
A verdadeira maionese
Não, nada a ver com tangos e tragédias... hoje vamos falar sobre duas teorias que comentam sobre o "ser" humano, uma delas a do "eu verdadeiro".
A idéia de que quem você mostra ser no seu dia-a-dia não é quem você realmente é é algo que todos entendem à medida que vão crescendo. As convenções sociais te obrigam a se portar de tal ou qual maneira, independente da sua vontade, ou você não será bem visto ou ainda aceito. Provavelmente foi algum poeta que romantizou a idéia de um Eu verdadeiro, uma persona escondida por baixo de toda essa simulação coletiva, e que remete à quem você é de verdade, lá nas entranhas mesmo. Eu tendi pra essa idéia a maior parte da minha vida, inclusive passei grande parte esperando que alguém conseguisse ver essa persona e me dissesse como ela (e consequentemente eu) era. =/
O problema dessa teoria é sua indefinição, pois até um assassino poderia ter um eu verdadeiro muito lindo e bonzinho (e quem dirá que não?). Eu poderia roubar de pessoas toda a minha vida e ter na minha consciência que eu na verdade não sou assim, afinal, meu eu verdadeiro não é um ladrão. Mas bem, desde que dividiram o consciente e o inconsciente na mente ser humano, sabemos que a personalidade de alguém não é tão simples (ou conveniente) assim. Já dizia a sinopse de MPD.
É aí que entra o que eu chamo de "a teoria da cebola". Segundo ela, as pessoas seriam como cebolas, compostas de várias camadas, o detalhe é que algumas são mais internas do que as outras. Uma camada você mostra só para sua família, outra para seus amigos, outra para seus colegas, mas o que importa é que, no fim do dia, você é a soma de todas elas. Seria impossível negar uma delas por mais superficial que fosse, pois ela é a sua interpretação de superficialidade, faz parte de você.
Como não gosto muito de cebola, enquanto isso eu continuo a procurar...
A idéia de que quem você mostra ser no seu dia-a-dia não é quem você realmente é é algo que todos entendem à medida que vão crescendo. As convenções sociais te obrigam a se portar de tal ou qual maneira, independente da sua vontade, ou você não será bem visto ou ainda aceito. Provavelmente foi algum poeta que romantizou a idéia de um Eu verdadeiro, uma persona escondida por baixo de toda essa simulação coletiva, e que remete à quem você é de verdade, lá nas entranhas mesmo. Eu tendi pra essa idéia a maior parte da minha vida, inclusive passei grande parte esperando que alguém conseguisse ver essa persona e me dissesse como ela (e consequentemente eu) era. =/
O problema dessa teoria é sua indefinição, pois até um assassino poderia ter um eu verdadeiro muito lindo e bonzinho (e quem dirá que não?). Eu poderia roubar de pessoas toda a minha vida e ter na minha consciência que eu na verdade não sou assim, afinal, meu eu verdadeiro não é um ladrão. Mas bem, desde que dividiram o consciente e o inconsciente na mente ser humano, sabemos que a personalidade de alguém não é tão simples (ou conveniente) assim. Já dizia a sinopse de MPD.
É aí que entra o que eu chamo de "a teoria da cebola". Segundo ela, as pessoas seriam como cebolas, compostas de várias camadas, o detalhe é que algumas são mais internas do que as outras. Uma camada você mostra só para sua família, outra para seus amigos, outra para seus colegas, mas o que importa é que, no fim do dia, você é a soma de todas elas. Seria impossível negar uma delas por mais superficial que fosse, pois ela é a sua interpretação de superficialidade, faz parte de você.
Como não gosto muito de cebola, enquanto isso eu continuo a procurar...
sexta-feira, 16 de julho de 2010
Comum
Conheço uma pessoa. Conversamos, nos damos bem, trocamos contato, fazemos coisas juntos. Dividimos momentos difíceis e alegres, alguns longos, outros mais breves. Trocamos e ficamos, confidências e amigos, por muito e muito tempo. De repente, estamos cada um em seu lado, embora ainda ali, ao alcance. Tempo passa, cada vez mais, a distância, me pergunto se é só impressão, mas, a minha mão, não parece mais alcançar. Nos encontramos de novo, conversamos, quanto tempo faz, o que temos feito, por que não temos mais nos encontrado tão fácil? Pressa? Adeus. Uma sensação, de que algo está diferente... Mas eu ou o outro? Sei que vamos nos ver de novo, mas sinto receio onde havia antecipação. Me comporto como antes? Adiantaria? E como eu era exatamente? Convido pra alguma coisa, mas não há tempo. Bilhetes, que são respondidos com dias de diferença... quando respondidos.
Saindo, avisto com outras pessoas... estranhas. Bom saber que está bem, mas não lembrava de ser assim. Faz o que, eu, não julgava capaz. Não mais conheço? Ou nunca realmente conheci? Não sinto mais a confiança de qualquer intimidade. Na bem da verdade, as últimas conversas foram bem... ...de ambas as partes. Bom, deixa pra lá, talvez não fosse tão especial assim. Algo comum, enfim...
_________________________________________
Texto um tanto comtemplativo, mas atire a primeira bala de goma quem não reconhece de onde isso veio. Não, sério, atirem mesmo.
Saindo, avisto com outras pessoas... estranhas. Bom saber que está bem, mas não lembrava de ser assim. Faz o que, eu, não julgava capaz. Não mais conheço? Ou nunca realmente conheci? Não sinto mais a confiança de qualquer intimidade. Na bem da verdade, as últimas conversas foram bem... ...de ambas as partes. Bom, deixa pra lá, talvez não fosse tão especial assim. Algo comum, enfim...
_________________________________________
Texto um tanto comtemplativo, mas atire a primeira bala de goma quem não reconhece de onde isso veio. Não, sério, atirem mesmo.
domingo, 27 de junho de 2010
Cultura futebolística
Quando eu era criança, lembro vagamente de algum professor fazer uma crítica ao modo com que o brasileiro via a copa do mundo de futebol. Acho que ele chegou a citar "pão e circo", mas se comentou eu não entendi na época. Querem uma verdade? O período da copa do mundo cega as pessoas para problemas reais que estão acontecendo no mesmo momento, e de uma forma muito simples: falta de informação. Os grandes jornais estarão muito ocupados comentando jogos ou fazendo conjecturas sobre o campeão para informar, por exemplo, sobre a situação do vazamento de petróleo que era a principal notícia pré-copa. Quem sabe que coisas importantes e que mereciam atenção podem estar perdendo espaço para a paixão nacional.Se minha memória não falha, aquele professor estava bravo por casos de corrupção terem sido abafados em função disso, portanto o pão e circo. Dê a eles comida e diversão e reinará por 100 anos.
A questão aqui é se alguém realmente parou pra pensar se quer ter isso como parte da sua cultura, e as coisas que isso implica. Tudo bem que é o esporte preferido do país, que crianças jogam pelas ruas, que temos tradição, mas até que ponto nossa vida pode girar em função disso? Os dias de jogos do Brasil estão sendo tratados como meio-feriados, as lojas fecham, o comércio para, a atenção é toda voltada pra uma televisão por quase 2h. Não que eu esteja reclamando, adoro uma folga e gosto de ver o futebol da seleção, mas por que não se faz isso pro vôlei, se também existe uma tradição do Brasil na competição? E se fizéssemos isso pra todos os esportes? Afinal, é só de 4 em 4 anos.
Acho engraçado pensar que se algum país estrangeiro quisesse nos invadir, como se viu várias vezes na história, não teria data melhor para um ataque massivo do que a de uma final de copa. Nem mesmo os dias de carnaval.
Foi só uma coisa que passou pela minha cabeça esses dias.
A questão aqui é se alguém realmente parou pra pensar se quer ter isso como parte da sua cultura, e as coisas que isso implica. Tudo bem que é o esporte preferido do país, que crianças jogam pelas ruas, que temos tradição, mas até que ponto nossa vida pode girar em função disso? Os dias de jogos do Brasil estão sendo tratados como meio-feriados, as lojas fecham, o comércio para, a atenção é toda voltada pra uma televisão por quase 2h. Não que eu esteja reclamando, adoro uma folga e gosto de ver o futebol da seleção, mas por que não se faz isso pro vôlei, se também existe uma tradição do Brasil na competição? E se fizéssemos isso pra todos os esportes? Afinal, é só de 4 em 4 anos.
Acho engraçado pensar que se algum país estrangeiro quisesse nos invadir, como se viu várias vezes na história, não teria data melhor para um ataque massivo do que a de uma final de copa. Nem mesmo os dias de carnaval.
Foi só uma coisa que passou pela minha cabeça esses dias.
quarta-feira, 2 de junho de 2010
Ode à amizade
Mais um daqueles textos que vocês tem que ler, de um blog que achei no do Trovador.
I
Que se explodam os classicistas
E os roqueiros de quadril de aço
Quem não tem molejo
Não consegue dançar
II
Que sumam os pagodeiros
E seus colegas funkeiros
Que suas músicas de letras patéticas
Revelem seus verdadeiros desejos
III
Se eu quisesse escolher alguém
Pela música que ouvem
Não escolheria ter amigos
Mas sim um rádio portátil
IV
Que um raio partam os ateus
Para terem mais fé
Que uma doença terminal
fulmine os crentes milagreiros
V
Que o fogo de um caldeirão
Engula os bruxos e feiticeiros
Que o peso dos livros sagrados
Estourem a cabeça dos agnósticos
VI
Se eu fosse escolher um amigo
Pela religião que ele escolheu
Não teria amigos, mas sim
Livros, feitiços ou fetiches
VII
Que uma caneta afiada
corte o coração dos poetas
Que um dado mal-jogado
Bloqueie a traquéia do RPGista
VIII
Se eu fosse escolher meus amigos
Pelos seus hobbies
não teria amigos, mas sim
Um grupo de terapia ocupacional
IX
Se eu escolhesse meus amigos
não por quem são, mas por quem seguem
Seria uma pessoa solitária
Já que não sigo ninguém
X
São tantos os nomes
São tantas as pessoas
Os hobbies e religiões
Músicas e Estilos
XI
William, Carla, Thalles
Trovador, Sidney, Rafa
Carlos, André, Carolzinha
Cibele, Janete, Cátia
XII
Esses são alguns amigos
De brincadeiras e fés diversas
De vocações e orientações
Específicas de cada um
XIII
Se eu fosse escolhê-los
Só por seus estilos
Não teria amigos
Teria uma peneira
XIV
As pessoas que elegi
Como meus amigos
Não os quis por seus padrões,
Mas sim por suas essências.
Se eu quisesse escolher alguém…
Que se explodam os classicistas
E os roqueiros de quadril de aço
Quem não tem molejo
Não consegue dançar
II
Que sumam os pagodeiros
E seus colegas funkeiros
Que suas músicas de letras patéticas
Revelem seus verdadeiros desejos
III
Se eu quisesse escolher alguém
Pela música que ouvem
Não escolheria ter amigos
Mas sim um rádio portátil
IV
Que um raio partam os ateus
Para terem mais fé
Que uma doença terminal
fulmine os crentes milagreiros
V
Que o fogo de um caldeirão
Engula os bruxos e feiticeiros
Que o peso dos livros sagrados
Estourem a cabeça dos agnósticos
VI
Se eu fosse escolher um amigo
Pela religião que ele escolheu
Não teria amigos, mas sim
Livros, feitiços ou fetiches
VII
Que uma caneta afiada
corte o coração dos poetas
Que um dado mal-jogado
Bloqueie a traquéia do RPGista
VIII
Se eu fosse escolher meus amigos
Pelos seus hobbies
não teria amigos, mas sim
Um grupo de terapia ocupacional
IX
Se eu escolhesse meus amigos
não por quem são, mas por quem seguem
Seria uma pessoa solitária
Já que não sigo ninguém
X
São tantos os nomes
São tantas as pessoas
Os hobbies e religiões
Músicas e Estilos
XI
William, Carla, Thalles
Trovador, Sidney, Rafa
Carlos, André, Carolzinha
Cibele, Janete, Cátia
XII
Esses são alguns amigos
De brincadeiras e fés diversas
De vocações e orientações
Específicas de cada um
XIII
Se eu fosse escolhê-los
Só por seus estilos
Não teria amigos
Teria uma peneira
XIV
As pessoas que elegi
Como meus amigos
Não os quis por seus padrões,
Mas sim por suas essências.
quinta-feira, 24 de dezembro de 2009
Panfletos, panfletos
Nada contra entregadores de panfletos, mas não acham que muitas vezes isso pode ser considerado assédio? Uma pessoa na rua está lá parada e quando você passa ela enfia o papel na sua cara esperando que você pegue. Além disso, você poderia muito bem se sentir ofendido pela propaganda. Imaginem a cena:
*Homem semi-calvo passando pela rua*
*Distruidor entrega papel pra ele*
*Homem para pra ler*
- Cara, que merda é essa de perucas? Tá de sacanagem comigo, é?
*Homem sai correndo atrás do distribuidor por 3 quadras*
Exagero? Talvez... mas não esqueçam que foi comprovado, queda de cabelo está associada a excesso de testosterona....
Boas festas!
*Homem semi-calvo passando pela rua*
*Distruidor entrega papel pra ele*
*Homem para pra ler*
- Cara, que merda é essa de perucas? Tá de sacanagem comigo, é?
*Homem sai correndo atrás do distribuidor por 3 quadras*
Exagero? Talvez... mas não esqueçam que foi comprovado, queda de cabelo está associada a excesso de testosterona....
Boas festas!
domingo, 13 de dezembro de 2009
Pecado capital do progresso
Falem o que quiserem, positivistas, mas é claro ao meu ver a maior máquina do progresso, atrás somente da guerra... a preguiça! Claro que ter somente preguiça não leva a lugar nenhum. Mas uma dose de preguiça aliada a uma visão mais adiantada gera resultados interessantes. Quando você faz a mesma coisa várias vezes todo dia e pensa sobre como você vai ter que repetir isso amanhã e todo o resto dos dias, normalmente bate aquela preguiça. A maioria dos preguiçosos se deixa abater, mas julgando isso inevitável engolem em seco e aceitam sua sina. Mas não os preguiçosos de visão! Esses por sua vez tentam almofadar esse trabalho, e assim vemos uma invenção (ou a projeção de algo já existente) voltada para que se que se crie mais tempo livre, do tipo que se passa olhando para o nada - os homens muitas vezes coçando as partes íntimas - estrabicamente. Pensando rápido posso citar controles remotos, carroças, guilhotinas e variados programas de computador atuais. Pensem bem, e verão a verdade! Neguem, e eu continuarei lhes dizendo o contrário. A inércia move o mundo!
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
Utopia do Contrário
Imagino que o atual sistema letivo foi criado através de estudos sobre disposição e características humanas em um ambiente de aprendizado, além de mil outras firulas, mas ele simplesmente não se encaixa comigo. Já pararam pra pensar quantos temas diferentes vocês abordam por dia? Quantas aulas tem, quantas cadeiras de manhã, tarde e noite? Eu na verdade sempre fui ruim em escolher. Me dê 5 escolhas similares de papel de parede e veja o espetáculo de eu demorar 1 semana pra decidir. Já ouvi alguns comentários astrológicos de que isso é inerente ao signo de libra, mas eu nunca acreditei nessas coisas (apesar de acertarem algumas vezes). Sou uma pessoa muito inconstante apesar de metódica, não consigo dividir meu dia em pedaços e usar esses pedaços pra coisas diferentes variando o dia, e não, isso não é desculpa ou falta de organização, é como eu sou.
Enfim, tendo eu 3 cadeiras por dia, não sei qual delas estudar pra hoje, ou se estudo uma das 2 do outro dia, ou se pego a que mais me interessa, mas então eu estaria negligenciando as outras, mas do contrário eu ia estudar de cara amarrada e não ia ser muito produtivo.... enfim, acho que deu pra entender o ciclo. Resultado, não estudo nada ou estudo pouco de uma coisa, desistindo logo depois. Cá pensei eu com meus botões, "como seria bom se desse pra esgotar uma matéria por vez"... fazer as 60h de créditos daquela cadeira, depois passar pra outra, estudando ela todos os dias até acabar e mudar. Sim, devaneios de uma mente eternamente insatisfeita, que quer o que não pode e pode o que não quer.... provavelmente se fosse desse jeito estaria eu aqui dizendo que gostaria do contrário, que estudos comprovam ser melhor e etc. Como disseram alguns desses sábios criadores de livros de auto-ajuda (todos em palavras diferentes, é claro), quem não tem força pra mudar a si mesmo não a tem pra mudar o mundo.... mas se você consegue mudar um, pra que iria querer mudar o outro?
Enfim, tendo eu 3 cadeiras por dia, não sei qual delas estudar pra hoje, ou se estudo uma das 2 do outro dia, ou se pego a que mais me interessa, mas então eu estaria negligenciando as outras, mas do contrário eu ia estudar de cara amarrada e não ia ser muito produtivo.... enfim, acho que deu pra entender o ciclo. Resultado, não estudo nada ou estudo pouco de uma coisa, desistindo logo depois. Cá pensei eu com meus botões, "como seria bom se desse pra esgotar uma matéria por vez"... fazer as 60h de créditos daquela cadeira, depois passar pra outra, estudando ela todos os dias até acabar e mudar. Sim, devaneios de uma mente eternamente insatisfeita, que quer o que não pode e pode o que não quer.... provavelmente se fosse desse jeito estaria eu aqui dizendo que gostaria do contrário, que estudos comprovam ser melhor e etc. Como disseram alguns desses sábios criadores de livros de auto-ajuda (todos em palavras diferentes, é claro), quem não tem força pra mudar a si mesmo não a tem pra mudar o mundo.... mas se você consegue mudar um, pra que iria querer mudar o outro?
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
Quintessência
Um papo mais cabeça hoje.
O que acham que forma uma pessoa? Do que se faz uma personalidade? Alguém nasce sendo quem é ou é moldado por seu exterior? Há algum tempo venho revendo mentalmente meus conceitos sobre isso, e após ler o post do blog de um amigo, resolvi expor algumas partes.
Antigamente, eu tendia a acreditar que as pessoas eram fruto da criação que tiveram. A maior evidência disso era que pessoas agem diferentemente conforme o lugar onde estão. A mesma pessoa conhecida em casa por ser fechada, ao sair entre amigos fala demais. Quem as levou a ser assim, a não ser seu ambiente? Quem leu a renomada ficção-científica "Admirável Mundo Novo" de Aldous Huxley conhece o preço que se pagou por uma utopia: o condicionamento de pessoas. Se você ensinar desde bebês as pessoas a associar vermelho com dor, garanto que a porta vermelha em um labirinto não seria a primeira escolha delas.
No entanto, ultimamente tenho tido várias lembranças de quando era pequeno, coisa que é extremamente rara pra mim, que de certa forma escolhi manter os detalhes da minha infância mais no coração do que nos neurônios. Isso me fez perceber que certas ações e pensamentos que tenho eram meus desde criança. De onde essas características saíram então, se não foi do meu ambiente? Sem ter qualquer experiência, boa ou ruim, sobre certo assunto, o que te leva a decidir por uma determinada escolha ou padrão de ação?
Em certo aspecto, acho que podemos citar genética. Mas calma, não estou dizendo que sua personalidade é algo pré-definido desde o nascimento, seria equivalente a acreditar em destino, e eu não acredito nele completamente, mas isso fica pra outra hora. Entendam que o cérebro e corpo são máquinas biológicas, e funcionam à base de certas substâncias (como os neurotransmissores). A falta ou excesso de algumas pode te deixar depressivo, irritado, desconfortável ou, por que não, louco. Pois bem, uma coisa que a sua genética define é como funciona a química em seu cérebro e corpo.
Digamos duas crianças, ambas são machucadas por uma terceira. O cérebro de ambas reage, ordenando liberação de adrenalina no sangue, dopamina nas sinapses, e otras cositas más. Uma, com raiva, revida, a outra, porém, se afasta do agressor por medo de ser machucada de novo. E essa é minha resposta. Certos acontecimentos vão te marcar na sua vida não somente porque aconteceram com você, mas porque você reagiu a eles à sua maneira, e isso, mais que tudo, diz quem você é. E como será sua reação, em alguma parte, já está definida desde o seu nascimento.
Mas acredito que esse aspecto da genética no máximo indica uma tendência, uma probabilidade entre você revidar ou fugir, tem tantas chances de afetar sua reação quanto sua mãe ter dito que brigar é feio ou que você vem de uma tribo de guerreiros. Nisso, sempre houve uma pergunta. E se duas pessoas fossem submetidas ao EXATO mesmo ambiente desde que nasceram? Mamassem no mesmo seio direito na mesma hora do dia, dormissem sob um lençol de algodão com cheiro de lavanda, convivessem com as mesmas pessoas... enfim, passassem pelas mesmas experiências, sem tirar nem por, elas necessariamente cresceriam o mesmo tipo de pessoa?
Adiciono então, e se além do ambiente, o próprio DNA dessas pessoas fosse o mesmo?
O que acham que forma uma pessoa? Do que se faz uma personalidade? Alguém nasce sendo quem é ou é moldado por seu exterior? Há algum tempo venho revendo mentalmente meus conceitos sobre isso, e após ler o post do blog de um amigo, resolvi expor algumas partes.
Antigamente, eu tendia a acreditar que as pessoas eram fruto da criação que tiveram. A maior evidência disso era que pessoas agem diferentemente conforme o lugar onde estão. A mesma pessoa conhecida em casa por ser fechada, ao sair entre amigos fala demais. Quem as levou a ser assim, a não ser seu ambiente? Quem leu a renomada ficção-científica "Admirável Mundo Novo" de Aldous Huxley conhece o preço que se pagou por uma utopia: o condicionamento de pessoas. Se você ensinar desde bebês as pessoas a associar vermelho com dor, garanto que a porta vermelha em um labirinto não seria a primeira escolha delas.
No entanto, ultimamente tenho tido várias lembranças de quando era pequeno, coisa que é extremamente rara pra mim, que de certa forma escolhi manter os detalhes da minha infância mais no coração do que nos neurônios. Isso me fez perceber que certas ações e pensamentos que tenho eram meus desde criança. De onde essas características saíram então, se não foi do meu ambiente? Sem ter qualquer experiência, boa ou ruim, sobre certo assunto, o que te leva a decidir por uma determinada escolha ou padrão de ação?
Em certo aspecto, acho que podemos citar genética. Mas calma, não estou dizendo que sua personalidade é algo pré-definido desde o nascimento, seria equivalente a acreditar em destino, e eu não acredito nele completamente, mas isso fica pra outra hora. Entendam que o cérebro e corpo são máquinas biológicas, e funcionam à base de certas substâncias (como os neurotransmissores). A falta ou excesso de algumas pode te deixar depressivo, irritado, desconfortável ou, por que não, louco. Pois bem, uma coisa que a sua genética define é como funciona a química em seu cérebro e corpo.
Digamos duas crianças, ambas são machucadas por uma terceira. O cérebro de ambas reage, ordenando liberação de adrenalina no sangue, dopamina nas sinapses, e otras cositas más. Uma, com raiva, revida, a outra, porém, se afasta do agressor por medo de ser machucada de novo. E essa é minha resposta. Certos acontecimentos vão te marcar na sua vida não somente porque aconteceram com você, mas porque você reagiu a eles à sua maneira, e isso, mais que tudo, diz quem você é. E como será sua reação, em alguma parte, já está definida desde o seu nascimento.
Mas acredito que esse aspecto da genética no máximo indica uma tendência, uma probabilidade entre você revidar ou fugir, tem tantas chances de afetar sua reação quanto sua mãe ter dito que brigar é feio ou que você vem de uma tribo de guerreiros. Nisso, sempre houve uma pergunta. E se duas pessoas fossem submetidas ao EXATO mesmo ambiente desde que nasceram? Mamassem no mesmo seio direito na mesma hora do dia, dormissem sob um lençol de algodão com cheiro de lavanda, convivessem com as mesmas pessoas... enfim, passassem pelas mesmas experiências, sem tirar nem por, elas necessariamente cresceriam o mesmo tipo de pessoa?
Adiciono então, e se além do ambiente, o próprio DNA dessas pessoas fosse o mesmo?
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
Histórias desmorais
Quando pequeno, meu pai disse algumas vezes, quando eu me servia demais e meu apetite acabava antes de terminar toda a comida: "Como é que tu deixa comida no prato? Não sabe que tem muita criança por aí que não tem nada pra comer?". Na hora eu já estava satisfeito, então o máximo que fazia era ficar cabisbaixo como um cão arrependido (com suas orelhas.....). Mas isso de certa forma me marcou, tanto que hoje eu sempre faço uma "forcinha" pra não deixar nada no prato.
Essas histórias, parábolas, fábulas, contos, que nos contavam quando crianças e moldaram algo do nosso caráter, hoje em dia vejo como muitas delas são meio furadas ou permitem outras interpretações mais "livres". Essa mesma das crianças famintas, por exemplo, seria muito fácil de rebater (embora se eu rebatesse naquela época ganharia uns tapas e castigo pela "esperteza"). O fato de eu comer tudo o que tem no prato não tem nada a ver com crianças passando fome. Pois comigo comendo, tem ainda menos comida no mundo e elas vão continuar com fome (virtualmente até aumentaria).
Uma das que eu acho mais cômicas é a de Narciso. Pra quem não se lembra, é aquele cara que, muito bonito, acabou morrendo pela sua vaidade. Ou pelo menos que eu lembre, contavam ela com essa moral. Por ser muito bonito, ele era sempre paparicado pelas pessoas. Um dia, indo beber água do rio, ele vê seu próprio reflexo e se apaixona por ele. Tenta conversar, pegar, acariciar, mas vendo que não havia como, tenta abraçar num ato desesperado, cai no lago e se afoga (dramático, não?). No fim, uma flor nasce onde ele estava, e essa flor ganha o nome de Narciso. Apresentando minha interpretação da moral da história: ser bonito demais é perigoso, especialmente se você for gay. Pode ser mortal.
Lembro vagamente de ler uma lista desses desvios de moral de histórias infantis, mas infelizmente foi há tanto tempo que não faço idéia onde foi, mas gostaria de ler de novo. Se alguém souber onde achar ou quiser dividir uma interpretação sua, comente.
"E quem quiser, que conte outra."
Essas histórias, parábolas, fábulas, contos, que nos contavam quando crianças e moldaram algo do nosso caráter, hoje em dia vejo como muitas delas são meio furadas ou permitem outras interpretações mais "livres". Essa mesma das crianças famintas, por exemplo, seria muito fácil de rebater (embora se eu rebatesse naquela época ganharia uns tapas e castigo pela "esperteza"). O fato de eu comer tudo o que tem no prato não tem nada a ver com crianças passando fome. Pois comigo comendo, tem ainda menos comida no mundo e elas vão continuar com fome (virtualmente até aumentaria).
Uma das que eu acho mais cômicas é a de Narciso. Pra quem não se lembra, é aquele cara que, muito bonito, acabou morrendo pela sua vaidade. Ou pelo menos que eu lembre, contavam ela com essa moral. Por ser muito bonito, ele era sempre paparicado pelas pessoas. Um dia, indo beber água do rio, ele vê seu próprio reflexo e se apaixona por ele. Tenta conversar, pegar, acariciar, mas vendo que não havia como, tenta abraçar num ato desesperado, cai no lago e se afoga (dramático, não?). No fim, uma flor nasce onde ele estava, e essa flor ganha o nome de Narciso. Apresentando minha interpretação da moral da história: ser bonito demais é perigoso, especialmente se você for gay. Pode ser mortal.
Lembro vagamente de ler uma lista desses desvios de moral de histórias infantis, mas infelizmente foi há tanto tempo que não faço idéia onde foi, mas gostaria de ler de novo. Se alguém souber onde achar ou quiser dividir uma interpretação sua, comente.
"E quem quiser, que conte outra."
terça-feira, 8 de setembro de 2009
Hipérboles
Dizem que o exagero é a base da comédia, e eu sou obrigado a concordar, pelo menos é da forma mais simples dela. Me peguei pensando esses dias como algumas piadinhas ganharam proporções ridículas. Vou citar dois exemplos: 24 e emos.
A piadinha de 24 ser um número gay eu não entendia até pôr os defensores da lei pra trabalhar. A maioria deve saber o motivo, mas uma minoria que (sabiamente) não se importa com essas minúcias provavelmente ignora. Simples, no jogo do bicho, 24 é o número do veado. Agora, qual a importância numerológica disso para o mundo? Uma simples atribuição em um jogo de sorte entre um número e um animal, e de repente fazem piadas sobre dias de aniversário, completar 24 anos, morar no 24º andar, etc. Até parece que a Bíblia, o Alcorão e todas as paredes dos banheiros públicos do Brasil possuem esse mandamento, a constante do universo, 24 = homo.
Agora, emos. Eu devo ser muito interiorano, porque nunca tinha ouvido sequer falar em emos há uns 5 anos atrás. Continuo nunca tendo visto um que afirmasse ser emo na rua, nem nenhum deles matou minha mãe quando eu era pequeno. No entanto, foi algo incrível como o ódio a eles se propagou mais rápido do que uma epidemia. De repente, todo mundo odiava emos. Perguntando por aí, descobri o seguinte:
- Emos são chorões, só enxergam o próprio sofrimento e passam o dia ouvindo músicas (emocore) depressivas, se lamentando, dizendo que sua vida é uma merda, falando muitas vezes em suicídio embora não tenham a coragem.
Hmm... realmente, vamos odiar eles massivamente, é a solução(?) mais lógica o.O Obviamente eu não ia querer um desses sentado ao meu lado numa viagem de ônibus longa, mas não acho que isso justifique tamanho ódio coletivo. Acho que grande parte disso se deve à adesão das pessoas aos implantes de personalidade. Já que está faltando um pouco, por que não injetar uma dose de personalidade genérica em si mesmo pra ficar mais socialmente recauchutado? Já que muita gente os odeia, afinal, deve haver motivos fortes. Deixando de lado as razões, as conotações cômicas são as seguintes:
- Todo emo é gay, e se pega mulher é porque ainda é enrustido. Se vestem de preto (digi-evolução de góticos?) e usam cabelos franjados, e ouvem músicas tristes pra se fazerem de coitadinhos e sensíveis.
Isso nos leva ao seguinte uso; qualquer pessoa com franja é emo, outrora metrosexuais são emos, músicas lentas são de emo, gel no cabelo é coisa de emo, quer xingar alguém de viado/afeminado então não pense duas vezes, chame mesmo é de EMO! Se me chamassem de emo hoje em dia, não sei se pra me defender mostraria CDs de rock e pulsos sem cicatrizes, ou então roupas coloridas no guarda roupa e o histórico do meu navegador (pensem e entenderão essa).
Piadas quando muito repetidas perdem a graça e começam a ficar maçantes. Muitos memes da internet estão seguindo o mesmo caminho. Piadas boas e inteligentes (diferente dessas que usei como exemplo) estão cada vez mais raras. Estou pensando seriamente em começar um museu de piadas pra todas as que são esquecidas, sofrem discriminação (sejam elas racistas ou não) ou são vítimas de uso excessivo e acabam desgastadas devido a maus elementos que só querem atenção e risadas fáceis.
A piadinha de 24 ser um número gay eu não entendia até pôr os defensores da lei pra trabalhar. A maioria deve saber o motivo, mas uma minoria que (sabiamente) não se importa com essas minúcias provavelmente ignora. Simples, no jogo do bicho, 24 é o número do veado. Agora, qual a importância numerológica disso para o mundo? Uma simples atribuição em um jogo de sorte entre um número e um animal, e de repente fazem piadas sobre dias de aniversário, completar 24 anos, morar no 24º andar, etc. Até parece que a Bíblia, o Alcorão e todas as paredes dos banheiros públicos do Brasil possuem esse mandamento, a constante do universo, 24 = homo.
Agora, emos. Eu devo ser muito interiorano, porque nunca tinha ouvido sequer falar em emos há uns 5 anos atrás. Continuo nunca tendo visto um que afirmasse ser emo na rua, nem nenhum deles matou minha mãe quando eu era pequeno. No entanto, foi algo incrível como o ódio a eles se propagou mais rápido do que uma epidemia. De repente, todo mundo odiava emos. Perguntando por aí, descobri o seguinte:
- Emos são chorões, só enxergam o próprio sofrimento e passam o dia ouvindo músicas (emocore) depressivas, se lamentando, dizendo que sua vida é uma merda, falando muitas vezes em suicídio embora não tenham a coragem.
Hmm... realmente, vamos odiar eles massivamente, é a solução(?) mais lógica o.O Obviamente eu não ia querer um desses sentado ao meu lado numa viagem de ônibus longa, mas não acho que isso justifique tamanho ódio coletivo. Acho que grande parte disso se deve à adesão das pessoas aos implantes de personalidade. Já que está faltando um pouco, por que não injetar uma dose de personalidade genérica em si mesmo pra ficar mais socialmente recauchutado? Já que muita gente os odeia, afinal, deve haver motivos fortes. Deixando de lado as razões, as conotações cômicas são as seguintes:
- Todo emo é gay, e se pega mulher é porque ainda é enrustido. Se vestem de preto (digi-evolução de góticos?) e usam cabelos franjados, e ouvem músicas tristes pra se fazerem de coitadinhos e sensíveis.
Isso nos leva ao seguinte uso; qualquer pessoa com franja é emo, outrora metrosexuais são emos, músicas lentas são de emo, gel no cabelo é coisa de emo, quer xingar alguém de viado/afeminado então não pense duas vezes, chame mesmo é de EMO! Se me chamassem de emo hoje em dia, não sei se pra me defender mostraria CDs de rock e pulsos sem cicatrizes, ou então roupas coloridas no guarda roupa e o histórico do meu navegador (pensem e entenderão essa).
Piadas quando muito repetidas perdem a graça e começam a ficar maçantes. Muitos memes da internet estão seguindo o mesmo caminho. Piadas boas e inteligentes (diferente dessas que usei como exemplo) estão cada vez mais raras. Estou pensando seriamente em começar um museu de piadas pra todas as que são esquecidas, sofrem discriminação (sejam elas racistas ou não) ou são vítimas de uso excessivo e acabam desgastadas devido a maus elementos que só querem atenção e risadas fáceis.
terça-feira, 1 de setembro de 2009
Aceita ou Contradiz?
Essa teoria foi criada entre um grupo de colegas meus. Vamos jogar um joguinho. Pronto? Lá vai! Escolha rápido, cara ou coroa?
A lógica por trás é bem simples, você é apresentado a duas escolhas muito similares, o que muda nelas é a ordem. Caso tenha escolhido coroa, você é uma pessoa que tende a contrariar, pois notando que passaram cara como primeira opção (em posição de destaque), escolheu coroa numa tentativa de "contrabalancear" ou "contradizer" a outra pessoa. Caso você tenha escolhido cara, quer dizer que é uma pessoa receptiva, pois escolheu a primeira sugestão que ouviu. Claro que isso também varia pela impressão que a outra pessoa te passa, caso ela seja alguém agradável pra você ou não, mas acho que entenderam a idéia mesmo que a teoria não tenha o ISO-9000 de aprovação do Inmetro (estamos trabalhando nisso).
Apesar de ser sobre meus gostos e sobre assuntos que quiser tratar, o blog vai ter alguma ênfase nisso de contradizer, coisa que faço relativamente bem, modéstia à parte, graças ao meu raciocínio torto. Mas não pensem que vai ter política, futebol ou religião sendo discutidos aqui, passo longe disso. Movimento Anarmônico afinal, na física, significa um movimento cíclico, cuja variação em função do tempo não segue uma função harmônica. Assim, sua forma Simples ajuda a compor a sigla MAS! Me chamem de nerd se quiserem, mas na verdade a idéia foi tirada de um fórum. Havia vários movimentos de reivindicação bobos como "MQFF - Movimento Queremos Ficha de Fliperama", e entre eles notei a sacada de uma pessoa que colocou seu movimento como sendo "Movimento Uniformemente Variado". Como oportunista que sou, tentei fazer como todas as pessoas bem sucedidas no mundo de hoje: copiar melhorando. Achei então essa ilustre e criativa(?) idéia de nome engraçadinho para algo que não tem realmente uma identidade bem definida, mas vá lá...
Falando um pouco sobre mim... minha atividades são basicamente: Faculdade de Ciências da Computação, bolsa de pesquisa que não vem ao caso (está me dando dor de cabeça), muitas traduções de textos em inglês e japonês, edição (básica) de imagens, jogos semanais de tênis, futebol e volei além de tocadas de guitarra e ensaios como baterista. Também vejo filmes, jogo videogame, bebo raramente com os amigos e leio coisas que me interessam, em particular vale citar que adoro mangás.
Apesar de fazer isso tudo, não conheço pessoa mais medíocre do que eu. Falo sem o tom depreciativo, digo medíocre no sentido de não chamar atenção ou me exceder em coisa alguma (pelo menos na visão geral). Alguns até me consideram inteligente, e eu também pensava que era até ir pra faculdade.Tenho um senso de humor bastante peculiar, o suficiente pra me achar engraçado apesar da maioria não. Com tudo isso que faço, eu realmente não precisava de mais uma atividade neste momento, mas um blog me parece uma válvula de escape tão boa quanto qualquer outra (afinal, o que são hobbies além de você tentando extravasar alguma coisa que normalmente não tem oportunidade?)
A lógica por trás é bem simples, você é apresentado a duas escolhas muito similares, o que muda nelas é a ordem. Caso tenha escolhido coroa, você é uma pessoa que tende a contrariar, pois notando que passaram cara como primeira opção (em posição de destaque), escolheu coroa numa tentativa de "contrabalancear" ou "contradizer" a outra pessoa. Caso você tenha escolhido cara, quer dizer que é uma pessoa receptiva, pois escolheu a primeira sugestão que ouviu. Claro que isso também varia pela impressão que a outra pessoa te passa, caso ela seja alguém agradável pra você ou não, mas acho que entenderam a idéia mesmo que a teoria não tenha o ISO-9000 de aprovação do Inmetro (estamos trabalhando nisso).
Apesar de ser sobre meus gostos e sobre assuntos que quiser tratar, o blog vai ter alguma ênfase nisso de contradizer, coisa que faço relativamente bem, modéstia à parte, graças ao meu raciocínio torto. Mas não pensem que vai ter política, futebol ou religião sendo discutidos aqui, passo longe disso. Movimento Anarmônico afinal, na física, significa um movimento cíclico, cuja variação em função do tempo não segue uma função harmônica. Assim, sua forma Simples ajuda a compor a sigla MAS! Me chamem de nerd se quiserem, mas na verdade a idéia foi tirada de um fórum. Havia vários movimentos de reivindicação bobos como "MQFF - Movimento Queremos Ficha de Fliperama", e entre eles notei a sacada de uma pessoa que colocou seu movimento como sendo "Movimento Uniformemente Variado". Como oportunista que sou, tentei fazer como todas as pessoas bem sucedidas no mundo de hoje: copiar melhorando. Achei então essa ilustre e criativa(?) idéia de nome engraçadinho para algo que não tem realmente uma identidade bem definida, mas vá lá...
Falando um pouco sobre mim... minha atividades são basicamente: Faculdade de Ciências da Computação, bolsa de pesquisa que não vem ao caso (está me dando dor de cabeça), muitas traduções de textos em inglês e japonês, edição (básica) de imagens, jogos semanais de tênis, futebol e volei além de tocadas de guitarra e ensaios como baterista. Também vejo filmes, jogo videogame, bebo raramente com os amigos e leio coisas que me interessam, em particular vale citar que adoro mangás.
Apesar de fazer isso tudo, não conheço pessoa mais medíocre do que eu. Falo sem o tom depreciativo, digo medíocre no sentido de não chamar atenção ou me exceder em coisa alguma (pelo menos na visão geral). Alguns até me consideram inteligente, e eu também pensava que era até ir pra faculdade.Tenho um senso de humor bastante peculiar, o suficiente pra me achar engraçado apesar da maioria não. Com tudo isso que faço, eu realmente não precisava de mais uma atividade neste momento, mas um blog me parece uma válvula de escape tão boa quanto qualquer outra (afinal, o que são hobbies além de você tentando extravasar alguma coisa que normalmente não tem oportunidade?)
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