Alguém por favor me explique no que certas pessoas se baseiam pra escolher sabores de pizza como o de milho, tomate seco e rúcula, vegetariana, muzzarela? Simplesmente não faz sentido.
1. Não adianta pedir uma pizza querendo que ela seja diet, saudável ou regule seu trato. Ela vai ser gordurosa e pesada, então peça uma pizza que te dê prazer de comer, independente de fazer bem ou não. Se estiver de dieta ou não puder comer esse tipo de coisa, então engula o choro e NÃO COMA UMA PIZZA!
2. Não adianta dizer que gosta desse tipo de sabor, porque com certeza existem outros (e que vocês mesmo acham) muito mais saborosos. Essas coisas mais sem graça do mundo não chegam nem perto de uma pizza de camarão, frango com bacon, strogonoff, calabresa com molho de pimenta, etc. Se querem comer essas pizzas sem gosto, comprem massa de pizza no mercado e coloquem queijo/milho/legumes por cima. Muito mais econômico.
3. Pense em quem come com você. Se estiver num rodízio e ainda assim quiser ignorar o que eu disse acima, tudo bem, é só a si mesmo que você está enganando. Mas se está pedindo uma pizza com alguém, não estrague um dos outros sabores para seu companheiro, ele com certeza espera ter algum nível de satisfação ao provar dos sabores da pizza.
Espero que este post ajude algumas mentes confusas.
Vulgo MAS! O contrário da contraparte do contrapé. Pegando o contracheque do contrato com o contratante. Não deixando de provar o contrafilé. Ajustando o contraste. Faço o contra-senso, talvez a contragosto, mas nunca contra a vontade. Contraproducente, mais por causa do contramestre. Não contradiga o contraregra, só dê um contragolpe. Nunca se ouve o contrabaixo. Contrapondo o contrapeso.
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terça-feira, 3 de agosto de 2010
quinta-feira, 15 de julho de 2010
sexta-feira, 25 de junho de 2010
Histórias de vida
Joãozinho era um garoto de favela, como muitos que existem por aí. Ele não fazia o tipo sonhador; muito pelo contrário, era absurdamente realista quanto a sua perspectiva de vida. Afinal, todos de sua família, pai, tio, avô, primo, estiveram boa parte da vida ou estão em uma penitenciária do estado. E os que não estão atualmente, sabe-se, mera questão de tempo. Reza a lenda que alguns foram até concebidos na cadeia. Mas Joãzinho sabia que não queria isso da vida. Queria mais. Traçou, então, planos e objetivos para seu futuro.
Não era nenhum gênio, então precisou estudar arduamente para sair do primeiro grau e entrar em uma boa escola. Se formou técnico ao mesmo tempo que completou o segundo grau. Mas Joãozinho, agora João, sabia que isso não era o suficiente. Estudou então como nunca para passar no vestibular, e foi a coisa mais difícil que ele já fez. Fez mais cadeiras que seus colegas, se formou em biblioteconomia em tempo recorde. Com o canudo em mãos, agora ele podia finalmente partir para o que queria. Tudo em seu plano havia dado certo até então. Assim, com uma arminha de plástico, tentou assaltar o primeiro banco que encontrou, e esperou pacientemente a chegada da polícia. Confessou prontamente seu crime ao se entregar às autoridades, sendo condenado à prisão especial para curso superior.
Não era nenhum gênio, então precisou estudar arduamente para sair do primeiro grau e entrar em uma boa escola. Se formou técnico ao mesmo tempo que completou o segundo grau. Mas Joãozinho, agora João, sabia que isso não era o suficiente. Estudou então como nunca para passar no vestibular, e foi a coisa mais difícil que ele já fez. Fez mais cadeiras que seus colegas, se formou em biblioteconomia em tempo recorde. Com o canudo em mãos, agora ele podia finalmente partir para o que queria. Tudo em seu plano havia dado certo até então. Assim, com uma arminha de plástico, tentou assaltar o primeiro banco que encontrou, e esperou pacientemente a chegada da polícia. Confessou prontamente seu crime ao se entregar às autoridades, sendo condenado à prisão especial para curso superior.
sábado, 5 de junho de 2010
Mundo Maluco
Acabei de conversar com um cara que é contratado pelo Google pra analisar conteúdo pornográfico. Ele recebe uma busca do tipo "lésbicas", que não necessariamente é pornográfico, e vê quais respostas levam a materiais pornô.
Aparentemente nem sempre o trabalho envolve refinar putaria, mas que é algo engraçado que alguém ganhe pra fazer o que muita gente acaba fazendo individualmente, isso é.
Aparentemente nem sempre o trabalho envolve refinar putaria, mas que é algo engraçado que alguém ganhe pra fazer o que muita gente acaba fazendo individualmente, isso é.
terça-feira, 1 de junho de 2010
Meu superpoder
Tenho uma habilidade muito pouco reconhecida. Eu posso dormir em qualquer lugar. Sério. Meu único limitante (no momento) é precisar de um lugar pra sentar, mas estou trabalhando nisso. Quase consegui dormir de pé uma vez, foi por pouco, mas ainda não cheguei no equilíbrio necessário. Enganam-se se pensam que isso foi uma habilidade que caiu do céu, que nasci com ela. Ela foi trabalhada arduamente durante meus anos de primeiro e segundo grau.
Se bem me lembro, lá pela primeira série, estava cansado numa das últimas aulas do dia, deitei na classe e fiquei um bom tempo assim, embora não exatamente dormindo. Um dos meus colegas dedo-duro comentou com a professora, e ela disse "Deixa ele, deve estar cansado". Mas naquela época isso era a exceção, normalmente alguem sempre te acordava. Foi só na sexta série que eu consegui maior margem pra dormir nas aulas, e então descobri o verdadeiro potencial desse ato: fazer os momentos chatos do dia passarem mais rápido.
Imagine só, poder cochilar na sala de espera do médico ou da coordenação da escola (eu era mandado pra lá de vez em quando), durante horas de uma viagem, quando estiver doente, desanimado, sem nada pra fazer, etc. Porém, naquela época, eu ainda necessitava de uma classe, algo em que deitar a cabeça e apoiar o corpo. Hoje em dia vejo como era inexperiente. Sem falar que pegava muito mal, acordar com marca do livro no rosto, baba escorrendo pela boca. Foi numa dessas que um engraçadinho da turma me deu apelido de Capitão Soneca.
- Colchão!
- Lençol!
- Cobertor!
- Travesseiro!
- Pela união dos seus poderes, eu sou... huaaah.... Zzzz...
Passei parte da oitava série imaginando alguma forma de dormir escorado pra trás ou pra frente na cadeira, e comecei a conseguir dormir quase encostando na carteira, mas ainda não era o suficiente. Ficava muito óbvio, precisava de um jeito de dormir que não chamasse tanto a atenção, e usar o braço pra escorar a cabeça estava ficando batido.
Foi somente no segundo ano do segundo grau que dominei um jeito de fazer com que o próprio pescoço segurasse o peso da cabeça, permitindo um cochilo muito mais discreto (não tentem fazer isso em casa crianças, precisa de um pescoço forte). Conseguia então simplesmente baixar a cabeça alguns graus e me deixar levar pelo sono.
O problema é quando esse superpoder(?) sai do controle. De uns tempos pra cá, quando tenho crises de sono ou cansaço, por mais que queira prestar atenção em alguma coisa ou me manter acordado, minhas pálpebras vão fechando e minha cabeça baixando. E eu nem noto. Estou no meio da aula quando de repente a sala é invadida por macacos dançantes, uma enxente ou qualquer coisa. É aí que eu noto que estou dormindo e tento acordar depressa, de vez em quando com um pulo da cadeira, que ou assusta ou faz as pessoas (que me conhecem) terem acessos de riso. Mas um dia eu chego à perfeição... de preferência aos poucos pra não cansar muito.
Se bem me lembro, lá pela primeira série, estava cansado numa das últimas aulas do dia, deitei na classe e fiquei um bom tempo assim, embora não exatamente dormindo. Um dos meus colegas dedo-duro comentou com a professora, e ela disse "Deixa ele, deve estar cansado". Mas naquela época isso era a exceção, normalmente alguem sempre te acordava. Foi só na sexta série que eu consegui maior margem pra dormir nas aulas, e então descobri o verdadeiro potencial desse ato: fazer os momentos chatos do dia passarem mais rápido.
Imagine só, poder cochilar na sala de espera do médico ou da coordenação da escola (eu era mandado pra lá de vez em quando), durante horas de uma viagem, quando estiver doente, desanimado, sem nada pra fazer, etc. Porém, naquela época, eu ainda necessitava de uma classe, algo em que deitar a cabeça e apoiar o corpo. Hoje em dia vejo como era inexperiente. Sem falar que pegava muito mal, acordar com marca do livro no rosto, baba escorrendo pela boca. Foi numa dessas que um engraçadinho da turma me deu apelido de Capitão Soneca.
- Colchão!
- Lençol!
- Cobertor!
- Travesseiro!
- Pela união dos seus poderes, eu sou... huaaah.... Zzzz...
Passei parte da oitava série imaginando alguma forma de dormir escorado pra trás ou pra frente na cadeira, e comecei a conseguir dormir quase encostando na carteira, mas ainda não era o suficiente. Ficava muito óbvio, precisava de um jeito de dormir que não chamasse tanto a atenção, e usar o braço pra escorar a cabeça estava ficando batido.
Foi somente no segundo ano do segundo grau que dominei um jeito de fazer com que o próprio pescoço segurasse o peso da cabeça, permitindo um cochilo muito mais discreto (não tentem fazer isso em casa crianças, precisa de um pescoço forte). Conseguia então simplesmente baixar a cabeça alguns graus e me deixar levar pelo sono.
O problema é quando esse superpoder(?) sai do controle. De uns tempos pra cá, quando tenho crises de sono ou cansaço, por mais que queira prestar atenção em alguma coisa ou me manter acordado, minhas pálpebras vão fechando e minha cabeça baixando. E eu nem noto. Estou no meio da aula quando de repente a sala é invadida por macacos dançantes, uma enxente ou qualquer coisa. É aí que eu noto que estou dormindo e tento acordar depressa, de vez em quando com um pulo da cadeira, que ou assusta ou faz as pessoas (que me conhecem) terem acessos de riso. Mas um dia eu chego à perfeição... de preferência aos poucos pra não cansar muito.
sábado, 29 de maio de 2010
Gafes
A vida, grande formadora que é, ensina que nunca se é jovem ou velho demais pra cometer uma gafe (vide nosso presidente). Tinha eu por volta de 12 anos quando meu Pai Biológico estava pra fazer uma viagem pros EUA, e disse que cuidava do resto das despesas contanto minha mãe pagasse minha passagem.
Vale a pena comentar o momento que conheci meu PB, pois serve de exemplo da mente abstrata infantil. Minha cara mãe, quando tinha eu 1 ano de idade, conheceu meu pai (não o que doou os genes). Eles se deram bem o suficiente pra decidiram morar juntos, sendo ele minha figura paterna desde que me conheço por gente. Vocês imaginam então minha surpresa quando, com uns 5 anos, sou apresentado a meu segundo pai. Peraí... onde está a câmera ou meu sabre de luz? Lembro que me disseram "Ele é médico" e "Ele te ajudou a nascer". Imaginei eu então, ao melhor estilo Mundo de Bob, que os médicos que realizam os partos eram também considerados pais dos bebês. Veja só você. Mas divago.
Tinha eu feito já um ano e meio de curso de inglês nessa época da viagem, por aquela clássica livre e espontânea pressão de mãe, porém sendo surpreendentemente (mesmo) um dos melhores alunos, meu inglês era considerável pra minha idade. Foi num estacionamento de um supermercado que aconteceu. Ela era uma mulher saindo/entrando no carro ao lado, e eu fui o primeiro a chegar na porta de trás da van, que era daquelas que você primeiro puxa e depois desliza pra trás.
Deslizando a porta, um barulho oco me fez perceber que ela tinha batido em alguma coisa, e virando noto que era a cara da tal mulher. Mas não foi isso. Eu, meio atordoado, tento me desculpar:
- Excuse me! - baixo a cabeça, termino de abrir a porta e entro na van, agradecendo as aulas de inglês. Afinal, não eram completamente inúteis (eu ainda não havia descoberto os RPGs de videogame).
Mas, no que eu disse isso, foi a mulher quem fez uma cara aturdida e deu um passo meio contrariado pro lado. Não entendi por que, mas minhas palavras deixaram ela mais surpresa do que levar uma porta na cara, e isso não me pareceu muito comum, por mais que ela morasse nos EUA. Compreendi o ocorrido somente quando dentro da van meu (meio) irmão menor perguntou pro meu pai o que eu tinha dito, e ele respondeu "Com licença". Claro, quando se pede desculpas se diz "Sorry", mas eu havia pedido, enérgica porém educadamente, pra mulher sair da porra do caminho da porta.
Houveram algumas outras gafes minhas nessa viagem, mas ainda menos engraçadas do que essa, então nem comentarei.
Vale a pena comentar o momento que conheci meu PB, pois serve de exemplo da mente abstrata infantil. Minha cara mãe, quando tinha eu 1 ano de idade, conheceu meu pai (não o que doou os genes). Eles se deram bem o suficiente pra decidiram morar juntos, sendo ele minha figura paterna desde que me conheço por gente. Vocês imaginam então minha surpresa quando, com uns 5 anos, sou apresentado a meu segundo pai. Peraí... onde está a câmera ou meu sabre de luz? Lembro que me disseram "Ele é médico" e "Ele te ajudou a nascer". Imaginei eu então, ao melhor estilo Mundo de Bob, que os médicos que realizam os partos eram também considerados pais dos bebês. Veja só você. Mas divago.
Tinha eu feito já um ano e meio de curso de inglês nessa época da viagem, por aquela clássica livre e espontânea pressão de mãe, porém sendo surpreendentemente (mesmo) um dos melhores alunos, meu inglês era considerável pra minha idade. Foi num estacionamento de um supermercado que aconteceu. Ela era uma mulher saindo/entrando no carro ao lado, e eu fui o primeiro a chegar na porta de trás da van, que era daquelas que você primeiro puxa e depois desliza pra trás.
Deslizando a porta, um barulho oco me fez perceber que ela tinha batido em alguma coisa, e virando noto que era a cara da tal mulher. Mas não foi isso. Eu, meio atordoado, tento me desculpar:
- Excuse me! - baixo a cabeça, termino de abrir a porta e entro na van, agradecendo as aulas de inglês. Afinal, não eram completamente inúteis (eu ainda não havia descoberto os RPGs de videogame).
Mas, no que eu disse isso, foi a mulher quem fez uma cara aturdida e deu um passo meio contrariado pro lado. Não entendi por que, mas minhas palavras deixaram ela mais surpresa do que levar uma porta na cara, e isso não me pareceu muito comum, por mais que ela morasse nos EUA. Compreendi o ocorrido somente quando dentro da van meu (meio) irmão menor perguntou pro meu pai o que eu tinha dito, e ele respondeu "Com licença". Claro, quando se pede desculpas se diz "Sorry", mas eu havia pedido, enérgica porém educadamente, pra mulher sair da porra do caminho da porta.
Houveram algumas outras gafes minhas nessa viagem, mas ainda menos engraçadas do que essa, então nem comentarei.
segunda-feira, 26 de abril de 2010
Textos
Vira e mexe eu vejo uns textos por aí que eu gostaria de ter sido o autor.
MÁRCIA
- Se meu pau fosse maior, você mudaria de ideia?
- Ah, Douglas, pelo amor de Deus...
- Tipo uns dois centímetros a mais, com umas veias mais pulsantes...
- Douglas!
- Porque se você disser que é isso, eu ponho uma prótese e...
- Douglas, isso não tem nada a ver com seu pau.
- Tem certeza?
- Tenho.
- Então por que tá me deixando?
- Não sei.
- Como não sabe? Uma decisão drástica dessas tem que ter, no mínimo, um bom motivo. Afinal, você está alterando irremediavelmente o curso futuro da nossa existência.
- Não exagera. Também não é pra isso tudo.
- Desculpe, mas é um choque muito grande pra mim.
- Ah, dá um tempo. Vai dizer que é a primeira vez que você é abandonado por uma namorada?
- Por uma namorada imaginária é a primeira vez sim. A gente cria uma namorada imaginária justamente para não ter esse tipo de problema. Sabe, eu criei você. Em tese, você não deveria sair do meu controle. Isso não devia estar acontecendo.
- Mas isso não está acontecendo. Na verdade, essa é uma conversa imaginária, uma representação alegórica, uma metáfora psíquica da sua virilidade frágil, da sua incapacidade para lidar com o sexo feminino, da sua impotência sexual latente e...
- Tá bom, tá bom. Eu não quis dizer acontecer no sentido literal. Quer dizer, eu achei que estivesse tudo bem com a gente e, de repente, você chega e diz que está tudo acabado. O que eu fiz de errado?
- Sei lá, nada. Acho que vivemos em mundos muito diferentes.
- Do que você está falando? Nós vivemos juntos na mesma casa.
- Você sabe do que eu estou falando. Eu nem conheço seus pais. E olha que eles também moram aqui.
- Márcia, você é minha namorada imaginária. O que acha que meus pais diriam se eu entrasse pela porta, apontasse um ponto vazio no espaço e dissesse: “oi, pessoal, essa é a Márcia, minha nova namorada”?
- Sempre a mesma desculpa. Você me trata como uma amante secreta.
- E o que você queria que eu fizesse?
- Queria que você não me visse apenas como um objeto. Queria que me desse mais espaço na sua vida.
- Mas, Márcia, você é minha vida.
- Douglas, a única coisa que eu preciso pra viver é de um pouco da sua capacidade de abstração e, como sua namorada imaginária, posso dizer com autoridade que você tem andado totalmente sem criatividade.
- Não acredito que estou ouvindo isso. Márcia, eu sempre fiz tudo pra te deixar feliz. Você queria restaurante francês, eu imaginei, queria casaco de vison, eu imaginei...
- Imaginou na cor errada.
-... queria um pônei, eu imaginei... Até aquela coisa estranha que você queria fazer... sabe, aquele lance com o melão...
- Hi, hi. Achei que você não ia topar. Deve ter doído bastante.
- Márcia, você tem tudo que toda mulher sempre sonhou. Você tem conforto, carinho, sexo de qualidade...
- Aham.
- O que foi? Olha, eu tive um probleminha ontem, mas foi a primeira vez e...
- Aham.
- Tudo bem, aquilo que aconteceu ontem vem acontecendo frequentemente. Mas é apenas uma fase.
- Aham.
- Ok, ok. Já entendi. Tenho andado um pouco... ahn... distraído. Mas você deveria concordar comigo que a grande vantagem da namorada imaginária é que a gente pode ter esses problemas sem que ela se estresse ou tenha vontade de procurar outro, ou... opa, opa. Peraí. Já entendi tudo.
- Entendeu o quê?
- Você tem outro.
- Não seja ridículo.
- Você tem outro. Pode dizer.
- Eu não tenho outro. Será que uma mulher não pode buscar sua felicidade sem alguém pensar que tem homem na jogada?
- Vamos, pode falar.
- Douglas, por favor...
- Vai, diz. Eu aguento.
- Tudo bem. Eu tenho outro.
- Droga. Eu sabia.
- Sabia?
- Não, não sabia. Foi só uma frase retórica.
- Ah, tá.
- Márcia, quem é esse safado?
- Isso importa?
- Claro que importa.
- Deixa pra lá.
- Não, fala. Agora eu quero saber.
- Você vai ficar bravo.
- Não, não vou.
- Douglas...
- Fala!
- Tá bom, tá bom. É o ...
- O?
- O... o...
- Vai, Márcia. Fala de uma vez. Diz logo o nome desse... Ah, não. Não me diga que...
- Sim. Ele mesmo.
- Eu não acredito.
- Tá vendo? É por isso que eu não queria contar pra você. Eu sabia que você ia ficar bravo.
- Bravo? Eu? Imagina. Eu estou super feliz.
- Não precisa ser irônico.
- Aquele filho-da-puta.
- Controle-se, Douglas.
- Me controlar? Você me conta uma coisa dessas e quer que eu me controle? Meu melhor amigo imaginário com a minha namorada imaginária... Muito bom. Agora eu sou o quê? Um corno imaginário?
- Não acha que está levando isso a sério demais? Afinal, esse chifre não existe. Está tudo na sua cabeça.
- Excelente sua piada, Márcia.
- Desculpe. Saiu sem querer. O que eu quis dizer é que... Bem, Douglas, esta situação é apenas uma criação da sua mente, não é mesmo?
- Não tem dessa. Um corno é um corno em qualquer circunstância. Inclusive no mundo da imaginação.
- Para de drama.
- Olha, o Homem-Edredon é o meu melhor amigo, meu primeiro amigo, eu conheço o Homem-Edredon desde... desde... desde nem sei quando. Você não pode ter um caso com o Homem-Edredon.
- Por que não? Nós também temos direito à felicidade.
- Mas o Homem-Edredon é o meu melhor amigo, porra.
- Ah, não vem com essa. Ultimamente você não estava nem aí pra ele, só dava atenção para o Capitão-Cerveja e o Major Controle-Remoto.
- Só pode ser de sacanagem. Tanto amigo imaginário por aí e você tinha que pegar justamente o Homem-Edredon? Por que logo ele, Márcia?
- Não sei. Na verdade, eu sou apenas um prolongamento da sua personalidade. Minhas ações são apenas manifestações dos seus desejos, conscientes ou não.
- Está dizendo que eu tenho tesão no Homem-Edredon? Então também está dizendo que eu sou gay? Além de corno, também sou gay?
- Escuta, Douglas, não dificulta as coisas pra mim.
- Dificultar pra você? Ah, tá. Eu perco a namorada para um edredon e as coisas estão difíceis pra você?
- Vai ser melhor assim. Agora você pode voltar pra realidade e ir atrás de uma mulher de verdade.
- Ah, Douglas, pelo amor de Deus...
- Tipo uns dois centímetros a mais, com umas veias mais pulsantes...
- Douglas!
- Porque se você disser que é isso, eu ponho uma prótese e...
- Douglas, isso não tem nada a ver com seu pau.
- Tem certeza?
- Tenho.
- Então por que tá me deixando?
- Não sei.
- Como não sabe? Uma decisão drástica dessas tem que ter, no mínimo, um bom motivo. Afinal, você está alterando irremediavelmente o curso futuro da nossa existência.
- Não exagera. Também não é pra isso tudo.
- Desculpe, mas é um choque muito grande pra mim.
- Ah, dá um tempo. Vai dizer que é a primeira vez que você é abandonado por uma namorada?
- Por uma namorada imaginária é a primeira vez sim. A gente cria uma namorada imaginária justamente para não ter esse tipo de problema. Sabe, eu criei você. Em tese, você não deveria sair do meu controle. Isso não devia estar acontecendo.
- Mas isso não está acontecendo. Na verdade, essa é uma conversa imaginária, uma representação alegórica, uma metáfora psíquica da sua virilidade frágil, da sua incapacidade para lidar com o sexo feminino, da sua impotência sexual latente e...
- Tá bom, tá bom. Eu não quis dizer acontecer no sentido literal. Quer dizer, eu achei que estivesse tudo bem com a gente e, de repente, você chega e diz que está tudo acabado. O que eu fiz de errado?
- Sei lá, nada. Acho que vivemos em mundos muito diferentes.
- Do que você está falando? Nós vivemos juntos na mesma casa.
- Você sabe do que eu estou falando. Eu nem conheço seus pais. E olha que eles também moram aqui.
- Márcia, você é minha namorada imaginária. O que acha que meus pais diriam se eu entrasse pela porta, apontasse um ponto vazio no espaço e dissesse: “oi, pessoal, essa é a Márcia, minha nova namorada”?
- Sempre a mesma desculpa. Você me trata como uma amante secreta.
- E o que você queria que eu fizesse?
- Queria que você não me visse apenas como um objeto. Queria que me desse mais espaço na sua vida.
- Mas, Márcia, você é minha vida.
- Douglas, a única coisa que eu preciso pra viver é de um pouco da sua capacidade de abstração e, como sua namorada imaginária, posso dizer com autoridade que você tem andado totalmente sem criatividade.
- Não acredito que estou ouvindo isso. Márcia, eu sempre fiz tudo pra te deixar feliz. Você queria restaurante francês, eu imaginei, queria casaco de vison, eu imaginei...
- Imaginou na cor errada.
-... queria um pônei, eu imaginei... Até aquela coisa estranha que você queria fazer... sabe, aquele lance com o melão...
- Hi, hi. Achei que você não ia topar. Deve ter doído bastante.
- Márcia, você tem tudo que toda mulher sempre sonhou. Você tem conforto, carinho, sexo de qualidade...
- Aham.
- O que foi? Olha, eu tive um probleminha ontem, mas foi a primeira vez e...
- Aham.
- Tudo bem, aquilo que aconteceu ontem vem acontecendo frequentemente. Mas é apenas uma fase.
- Aham.
- Ok, ok. Já entendi. Tenho andado um pouco... ahn... distraído. Mas você deveria concordar comigo que a grande vantagem da namorada imaginária é que a gente pode ter esses problemas sem que ela se estresse ou tenha vontade de procurar outro, ou... opa, opa. Peraí. Já entendi tudo.
- Entendeu o quê?
- Você tem outro.
- Não seja ridículo.
- Você tem outro. Pode dizer.
- Eu não tenho outro. Será que uma mulher não pode buscar sua felicidade sem alguém pensar que tem homem na jogada?
- Vamos, pode falar.
- Douglas, por favor...
- Vai, diz. Eu aguento.
- Tudo bem. Eu tenho outro.
- Droga. Eu sabia.
- Sabia?
- Não, não sabia. Foi só uma frase retórica.
- Ah, tá.
- Márcia, quem é esse safado?
- Isso importa?
- Claro que importa.
- Deixa pra lá.
- Não, fala. Agora eu quero saber.
- Você vai ficar bravo.
- Não, não vou.
- Douglas...
- Fala!
- Tá bom, tá bom. É o ...
- O?
- O... o...
- Vai, Márcia. Fala de uma vez. Diz logo o nome desse... Ah, não. Não me diga que...
- Sim. Ele mesmo.
- Eu não acredito.
- Tá vendo? É por isso que eu não queria contar pra você. Eu sabia que você ia ficar bravo.
- Bravo? Eu? Imagina. Eu estou super feliz.
- Não precisa ser irônico.
- Aquele filho-da-puta.
- Controle-se, Douglas.
- Me controlar? Você me conta uma coisa dessas e quer que eu me controle? Meu melhor amigo imaginário com a minha namorada imaginária... Muito bom. Agora eu sou o quê? Um corno imaginário?
- Não acha que está levando isso a sério demais? Afinal, esse chifre não existe. Está tudo na sua cabeça.
- Excelente sua piada, Márcia.
- Desculpe. Saiu sem querer. O que eu quis dizer é que... Bem, Douglas, esta situação é apenas uma criação da sua mente, não é mesmo?
- Não tem dessa. Um corno é um corno em qualquer circunstância. Inclusive no mundo da imaginação.
- Para de drama.
- Olha, o Homem-Edredon é o meu melhor amigo, meu primeiro amigo, eu conheço o Homem-Edredon desde... desde... desde nem sei quando. Você não pode ter um caso com o Homem-Edredon.
- Por que não? Nós também temos direito à felicidade.
- Mas o Homem-Edredon é o meu melhor amigo, porra.
- Ah, não vem com essa. Ultimamente você não estava nem aí pra ele, só dava atenção para o Capitão-Cerveja e o Major Controle-Remoto.
- Só pode ser de sacanagem. Tanto amigo imaginário por aí e você tinha que pegar justamente o Homem-Edredon? Por que logo ele, Márcia?
- Não sei. Na verdade, eu sou apenas um prolongamento da sua personalidade. Minhas ações são apenas manifestações dos seus desejos, conscientes ou não.
- Está dizendo que eu tenho tesão no Homem-Edredon? Então também está dizendo que eu sou gay? Além de corno, também sou gay?
- Escuta, Douglas, não dificulta as coisas pra mim.
- Dificultar pra você? Ah, tá. Eu perco a namorada para um edredon e as coisas estão difíceis pra você?
- Vai ser melhor assim. Agora você pode voltar pra realidade e ir atrás de uma mulher de verdade.
- Mas eu não quero uma mulher de verdade. Eu quero uma mulher gostosa mas que sinta tesão por mim, entende? Uma mulher compreensiva, que goste de futebol e que goze em dois minutos e doze segundos. Será que é pedir demais?
- Adeus, Douglas.
- Pode ir, pode ir. Espero que você seja muito feliz. Mas duvido que um edredon consiga imaginar uma viagem a Bariloche ou um anel de diamantes. E tem mais. Eu poderia dizer que o pênis do Homem-Edredon murcha quando você encosta, mas acho que você já sabe disso, não é? Ha, ha. Quero ver se ele consegue fazer o coqueirinho caribenho. Ha ha. Desculpa, Márcia, eu não quis dizer isso. É que eu estou meio nervoso. Por favor, volta, Márcia. Volta. Sua vadia.
- Adeus, Douglas.
- Pode ir, pode ir. Espero que você seja muito feliz. Mas duvido que um edredon consiga imaginar uma viagem a Bariloche ou um anel de diamantes. E tem mais. Eu poderia dizer que o pênis do Homem-Edredon murcha quando você encosta, mas acho que você já sabe disso, não é? Ha, ha. Quero ver se ele consegue fazer o coqueirinho caribenho. Ha ha. Desculpa, Márcia, eu não quis dizer isso. É que eu estou meio nervoso. Por favor, volta, Márcia. Volta. Sua vadia.
Daqui.
quinta-feira, 24 de dezembro de 2009
Panfletos, panfletos
Nada contra entregadores de panfletos, mas não acham que muitas vezes isso pode ser considerado assédio? Uma pessoa na rua está lá parada e quando você passa ela enfia o papel na sua cara esperando que você pegue. Além disso, você poderia muito bem se sentir ofendido pela propaganda. Imaginem a cena:
*Homem semi-calvo passando pela rua*
*Distruidor entrega papel pra ele*
*Homem para pra ler*
- Cara, que merda é essa de perucas? Tá de sacanagem comigo, é?
*Homem sai correndo atrás do distribuidor por 3 quadras*
Exagero? Talvez... mas não esqueçam que foi comprovado, queda de cabelo está associada a excesso de testosterona....
Boas festas!
*Homem semi-calvo passando pela rua*
*Distruidor entrega papel pra ele*
*Homem para pra ler*
- Cara, que merda é essa de perucas? Tá de sacanagem comigo, é?
*Homem sai correndo atrás do distribuidor por 3 quadras*
Exagero? Talvez... mas não esqueçam que foi comprovado, queda de cabelo está associada a excesso de testosterona....
Boas festas!
sábado, 19 de dezembro de 2009
A exceção à regra?
Um pensamento engraçado me ocorreu esses dias, e segue em anexo. Dizem que toda regra tem exceção. Assim, para cada regra, existe um caso que não a cumpre. O detalhe é que isso também parece uma regra, e sendo assim, existe também exceção ao caso de ter exceção. Ou seja, existem regras absolutas. Pense nisso.
domingo, 13 de dezembro de 2009
Pecado capital do progresso
Falem o que quiserem, positivistas, mas é claro ao meu ver a maior máquina do progresso, atrás somente da guerra... a preguiça! Claro que ter somente preguiça não leva a lugar nenhum. Mas uma dose de preguiça aliada a uma visão mais adiantada gera resultados interessantes. Quando você faz a mesma coisa várias vezes todo dia e pensa sobre como você vai ter que repetir isso amanhã e todo o resto dos dias, normalmente bate aquela preguiça. A maioria dos preguiçosos se deixa abater, mas julgando isso inevitável engolem em seco e aceitam sua sina. Mas não os preguiçosos de visão! Esses por sua vez tentam almofadar esse trabalho, e assim vemos uma invenção (ou a projeção de algo já existente) voltada para que se que se crie mais tempo livre, do tipo que se passa olhando para o nada - os homens muitas vezes coçando as partes íntimas - estrabicamente. Pensando rápido posso citar controles remotos, carroças, guilhotinas e variados programas de computador atuais. Pensem bem, e verão a verdade! Neguem, e eu continuarei lhes dizendo o contrário. A inércia move o mundo!
quinta-feira, 22 de outubro de 2009
Só pra não passar em branco
Disse o estudante de música para o professor:
- Dá pra apagar o ventilador? Esse si bemol está me atrapalhando...
- Dá pra apagar o ventilador? Esse si bemol está me atrapalhando...
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